“Se Congresso disser não, seguirei lutando”, diz Zelaya


da Folha Online

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa

Hoje na Folha Minutos depois da assinatura do acordo com o governo interino, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a decisão no Congresso não é sobre a sua volta ao poder, mas sobre “a restituição da democracia” no país, dando a entender que não reconhecerá uma decisão contrária a ele, informa reportagem de Fabiano Maisonnave para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

“Não é o meu cargo que está em discussão. É a restituição da democracia e do país. Apenas o povo pode retirar o meu cargo”, afirmou Zelaya à Folha em entrevista na embaixada brasileira, onde completa 40 dias abrigado –quatro a mais do que o repórter da Folha.

O presidente deposto disse que o cargo que ostenta foi obtido em eleições, e que “não há dúvidas” de que sua restituição ao poder seja o caminho correto. “Agora, que o Congresso queira fazer, isso é sua faculdade”, disse.

Zelaya ressaltou que os Poderes do Estado são independentes, e que, nesse caso, é respeitoso da opinião que omitam. “Agora, meu cargo não está em jogo para a opinião do Congresso Nacional, mas sim a restituição da democracia. Estão em jogo também, logicamente, a paz e a tranquilidade às quais o país tem de voltar. O meu cargo foi dado pelo povo, e só o povo pode me substituir.”

Publicado em 31 de outubro de 2009, em Notícias e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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