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Propostas sociais para comunidades menos favorecidas.

Famílias Improvisadas – Por Vanessa Campanario (Viva Favela)


Estima-se que 80 mil crianças e adolescentes vivam em abrigos no Brasil, segundo dados levantados pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), em 2006.

Só no Morro do Salgueiro, o Projeto “Vidinha”, que funciona há 15 anos na comunidade, desenvolve um programa de ressocialização e reabilitação para jovens vindo de lares desfeitos. A iniciativa é de Doralice Araújo, dona da casa que funciona como abrigo e acolhe crianças que estão sob disputa de guarda, provenientes de conflitos familiares, negligências ou violência doméstica.

O projeto é regularizado dentro do sistema Casa-Dia, nomenclatura dada a instituições voltadas a recuperação de dependentes químicos ou restabelecimento da integridade física e emocional. “No caso do “Vidinha”, o uso desse aparelho foi permitido pela justiça, devido a metodologia de trabalho alternativa que aplicávamos”, explica Dora.

Alex cuida da parte burocrática da casa.
Alex cuida da parte burocrática da casa

As crianças chegam de manhã, recebem educação básica, atividades esportivas, aulas de inglês, informática e artes plásticas, tratamento médico e psicológico e à noite voltam para seus lares.
Elas são inseridas no projeto através de denúncias de vizinhos, às vezes levadas pelos próprios pais ou Conselho Tutelar de Vila Isabel.

A principal dificuldade desses abrigos está relacionada ao tempo de permanência dos casos, que podem durar anos. “Hoje, temos 20 jovens que estão fora do enquadramento de Casa-Dia. São crianças, praticamente excluídas de seus lares e sem ter onde ficar. Como foram cadastradas na justiça, recebemos autorização do próprio para trabalharmos com elas”, diz Alex Araújo, filho de Dora e responsável pela parte burocrática da casa.

Alessandro Barreto, 18 anos, é um dos jovens que passou a vida sob os cuidados de Dora e vive atualmente fora do sistema Casa-Dia. “Eu a considero como mãe, porque é graças a sua iniciativa que estou aqui. Ela me conhece tão bem que só de olhar sabe quando estou com problema. Ainda que eu tenha outras conquistas e forme uma família não me vejo longe dela”, garante.

De acordo com Alex, muitas sofrem problemas de adaptação. “Elas chegam desconfiadas, acuadas e tristes por causa das brigas que presenciaram. Há crianças que absorveram a violência de tal maneira que descarregam tudo aqui”.

Alessandro passou a vida sob os os cuidados de Dora
Alessandro passou a vida sob os os cuidados de Dora

Adotar para mudar

Segundo os resultados da pesquisa, inédita, realizada pela AMB, 57,9% da população consideram a adoção a melhor alternativa para mudar a realidade dos jovens que vivem nos abrigos.

Depois de perder o filho em um acidente de carro, a aposentada Nescy Fernandes de 70 anos, procurou curar sua dor ajudando crianças que viviam em uma creche na Zona Norte.

“Eu estava muito carente quando me fizeram a proposta de trabalhar na creche comunitária, em Higienópolis. O serviço voluntário de cuidar dos filhos dos outros preenchia um enorme vazio dentro de mim desde a perda do meu menino. A adoção de sete jovens foi uma conseqüência natural da convivência e apego com eles”, conta. A aposentada está entre 15,5% dos entrevistados que adotariam uma criança de abrigo.

trabalho volutário para curar a dor
Nescy: trabalho volutário para curar a dor

Para a advogada Wanda Benedicto, a quantidade de crianças que vivem nos abrigos está diretamente ligada a problemas jurídicos que atrasam os processos de adoção. “É um ato pessoal e de amor e que encontra barreiras impostas, como a morosidade do judiciário e a questão de estar ou não habilitado para isto”.

A diferença na história de Nescy é que primeiro ela adotou e depois resolveu fundar uma instituição para ajudar mais crianças. O lar “Luz e Amor”, semelhante ao de Doralice, também funciona no sistema Casa-Dia para os filhos de moradores da comunidade. E os jovens que são encaminhados pelo conselho tutelar têm a idade máxima de três anos e meio.

A questão é que muitas dessas crianças acabam prolongando a estadia por falta de um novo lar ou pela espera da reintegração na família. Passando do tempo limite que deveriam ficar para a adoção, o abrigo vira um lar permanente para aquele jovem. Segundo a pesquisa da AMB, 27% dos entrevistados procuram crianças do sexo feminino com até seis meses de vida para adotar.

Um Artigo Emocionante – ESSA MISÉRIA TEM QUE ACABAR


Lixão, Favela do Esqueleto

Hoje eu vi com os meus próprios olhos o que é não ter uma roupa pra vestir, um alimento para comer, não ter felicidade por estar no fundo da lama; eu vi tudo aquilo que eu nunca imaginei que não tinha nesse mundo, eu vi aquelas pessoas com espíritos de miséria ( BEBADOS, VICIADOS ).

Eu no primeiro momento estava ali com peninha deles sabe? Mais eu comecei a compartilhar momentos com eles, comecei a viver um pouco da vida deles, enfrentei tudo o que nunca pensei para ajudar um necessitado; não só levar uma roupa, um alimento, mas, também o amor de Deus, o único salvador e que pode ajudar eles a sairem dessa vida. “Quem diria em pleno sábado eu podia estar no shopping e estou aqui ajudando essas pessoas.” – As pessoas precisam amar mais o próximo como Deus falou na Bíblia, porque o jejum que mais agrada ao Senhor é ajudar os necessitados, como diz em Isaías 58:7!

Quando chegamos ao local, eu não conseguia acreditar que estava lá. No momento em que eu saí do carro, senti vontade de vomitar. Eu disse que estava preparada para ver qualquer coisa: “mas as coisas que eu presenciei, estavam além das que me referi” ! Eu e meus irmãos em cristo evangelizamos nas casas e me assustei; tive vontade de chorar por ver pessoas naquele estado lastimável, e foi nesse momento que comecei a pedir forças a Deus, porque se eu estivesse ali pela carne, eu não ia agüentar ficar em pé. Pisei na lama e lidei com legiões de demônios para ajudar pessoas que eu nunca tinha visto, você sabe o que é isso?

Eu tomei um choque tão grande que comecei a ver minha vida de outro jeito. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi: “Quando eu ganho algo que não é do meu agrado, eu reclamo, e, quando não ganho, também reclamo, enquanto, eles ficam satisfeitos só com um 1k de arroz e com uma roupa usada que ganham.” A vida daquelas pessoas é muito dura, enquanto nós temos câmera digital, computador e mp3. Eles não tem a mínima idéia do que é isso.

Tantas pessoas reclamam da vida, mas eu acho que ninguém nunca deve ter ido ao lixão para ver o que é necessidade, o que é não estar numa casinha limpa como a que agente vive.

Reparei que todos possuíam piercing ou tatuagem; também reparei na face das pessoas que elas não agüentam mais viver isso, mas o maligno os possui para destruir, tirar as ultimas esperanças que eles têm em seus corações, não permitindo terem um encontro com Deus. Nós temos que estar prontos para ajudar essas pessoas a se libertarem, temos que estar em propósito de oração por cada alma que ajudamos, porque não adianta levar a palavra e esquecer aquelas pessoas como o governo esquece. Tem pessoas sofrendo, comendo do lixo, morando no lixo, pessoas doentes sem um hospital para ser atendida, e muitos nem tem documentos!

Você vê a alegria no rosto das crianças no momento em que brincamos com elas, pulando e sorrindo, a alegria deles com um prato de comida na mão; e a única coisa que eu pedia, era para Deus abençoa-los, porque só quem vive ali, sabe como é difícil. Na chuva tudo vira lama, no sol aquele calor enorme sem um ventilador ou mesmo um ar-condicionado. Foi muito gratificante poder passar um dia com essas pessoas, uma experiência que eu vou guardar para minha vida toda! Que Deus os proteja e os guarde!

Isabella Cohen Borges

Ação Social ao Extremo


Olá Estimado(a) Navegante Web,  saudações !

Neste post eu trarei a vocês pelas minhas experiências, uma situação bem delicada a qual vive outros seres humanos que precisam  tanto de nossa ajuda, a decadência social.

Hoje, devido a estar aguardando um telefonema profissional para trabalhar, não tive espediente e fui visitar uma instituição na favela de manguinhos, e lá, eu pude crer que o nosso país ainda caminha a curtos passos em direção a uma socialização mais próxima e reajustada. A situação que se encontra as crianças daquela favela, é uma situação deplorável, vivem no meio do lixo e do esgoto, sem qualquer saneamento nem higiene coletivo, algumas até andam descalças e sem a devida proteção de roupas.

Mas como que nascida das cinzas, uma instituição se mantém de pé através de doações esporádicas e a contribuição da matriz da ong na Holanda, que mesmo que sejam poucos os recursos enviados, são extremamente proveitosos e eficazes, pois ajudam as crianças da comunidade de forma a alegrá-las e amenizar a dor de não terem melhores condições de vida. Esta é a força que estas crianças tem para sobreviver em um meio tomado pelo subordinação a força paralela de “ordem” que comanda e regimenta a vida de comunidades como esta.

No momento em que eu entrei naquela favela, não pensei encontrar uma situação tão difícil, até porque já havia algum tempo que eu não entra em comunidades assim, mas tinha uma noção de como poderia ser. O que me alarma é que nós que vivemos em uma situação menos difícil, as vezes, e de alguma forma, desprezamos estas pessoas pelo mal cheiro, a má aparência ou até mesmo a má forma de se expressar, com suas pronúncias errôneas, um pobre e curto vocábulo e que na maioria das vezes impressiona por não saberem usá-los, e, esse é o principal fator que nos leva a tomar uma distância, ignorando a situação, até mesmo pensando que o problema não é nosso, porém o fato é diferente desta forma de pensar, o que nos leva a entender que realmente é um problema nosso e que precisamos lutar contra essa força que nos faz sempre parar de olhar o nosso próximo com misericórdia e igualdade, afinal, somos todos iguais.

Precisamos sempre nos lembrar das nossas origens, de onde viemos, para que não esqueçamos que um dia também precisamos de outra pessoa para cuidar de nós, mesmo que biológicamente, um dia dependemos de nossos pais para tratar de nossas necessidades, portanto, é a mesma posição que devemos tomar em relação aos nossos próximos, tratá-los com amor, carinho, dedicação, solidariedade, oferecendo educação, profissionalização, trabalho, oportunidades que um dia nos foram dadas e a elas não.

Bom, esta mensagem é apenas uma reflexão para você pensar e lembrar neste Natal que existem outras pessoas que precisam de você, procure, pois certamente há alguém próximo a você que provavelmente precisa de um gesto de carinho e amor. Não perca a oportunidade de agradar a alguém, é um dom divino concedido à humanidade !

Deus abençoe você, um feliz Natal e um próspero ano novo !!!

Alex Araújo
Servidor Social